quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eu e Benja temos uma forte relação desde o momento do parto. Foi o evento mais incrível e inesquecível da minha vida. O trabalho de parto foi rapidissimo e logo chegou a hora dele sair. 
A saída desse bebê foi tão linda, senti tanto prazer que é difícil descrever. Prazer por estar realizando o que considero a façanha mais fantástica da natureza, prazer por estar superando uma lembrança difícil do primeiro parto, prazer por estar consciente e vivendo com total presença a chegada do meu filho e um prazer físico inexplicável de sentir cada milímetro do corpo dele passando por mim. Não fazia força, deixava que meu corpo se encarregasse de enviá-lo ao mundo. Colocava reiki na cabecinha que ia se apresentando de vagar. Estávamos na água e deu pra relaxar bastante. Fui sentindo cabeça, tronco, pernas, tudo se desenrolando e saindo. Nossa, quando sai a gente se sente a pessoa mais realizada e feliz do mundo. Economizei uns bons anos de terapia vivendo essa saga terapêutica que é parir. Ele veio para o meu colo sem chorar. O cordão pusava bastante mostrando que ainda enviava oxigêneo para ele. Foi chegando aos poucos até dar uma reclamada que não dá pra chamar de choro. Um olhar...um tamanho... Eu via aquele ser que tinha acabado de sair lá de dentro com tanta calma e não cabia em mim tudo o que sentia. Foi a coisa mais incrível que já aconteceu na minha vida. Daí ficamos lá, nós 3, curtindo a água morna da banheira, aproveitando a egrégora única, celebrando o amor e avida. Eu não sentia nenhuma dor, não me lembrava de mais nada do que  havia acontecido minutos atrás. Estava ali totalmente presente e feliz.
Na hora em que ele nasceu tocou uma música linda que tínhamos colocado na nossa play list para o parto, dizia assim:"Tu Benjamim, flor de amor, foi Deus do céu quem nos mandou. A virgem mãe que acompanhou tu Benjamim flor de amor..."Ainda não sabíamos o nome dele e pra gente esse foi um  sinal.
Após, amamentar, cortar cordão, parir a placenta e curtir a água morna mais um pouquinho fui me enxugar. O Bebê foi para as mãos do neonatologista ser examinado, acompanhado pelo pai. 
No dia seguinte ao parto eu estava no quarto amamentando e pensando “esse menino precisa de um nome”. Ele era tão pequeno e eu achava que um nome ia trazer mais presença terrena. Nesse exato momento entrou o Gil, meu companheiro, sentou ao meu lado e disse: “sabe o que traz o nome Benjamim? É o bem já em mim. Traz o bem com ele!”. Eu comecei a chorar emocionada (mulher no pós parto chora mesmo
). Então me lembrei de uma gravura que ganhamos no nosso casamento, 3 anos antes e estava desde então guardada no armário. “Pega um rolinho que tem dentro desse armário” - falei para o Gil. Abri a gravura linda, uma mulher grávida de vestido florido. Notamos um título escrito a lápis, bem pequenininho no canto direito: “Esperando Benjamim”.  Pronto, essa foi a confirmação. Olhamos pra a criança e falamos: seu nome é Benjamim. Fiquei toda arrepiada.
Os sentimentos que transbordam em mim desde então é gratidão e amor pelo meu filho que me proporcionou momentos tão especiais. Desde então a gente tem uma relação de parceria e amor incondicional. Ele sempre foi um bebê tranquilo, muito amoroso e sinto que nos conhecemos de longa data.

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